Já observou seu filho hoje?


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Sabendo que, com tantos afazeres profissionais e pessoais, o cotidiano de muitos pais tem afetado cada vez mais a relação familiar. Esta falta de tempo para os filhos reflete diretamente na qualidade da observação de possíveis problemas físicos, psíquicos e sociais que eles possam ter ou estar desenvolvendo. Isso é agravado quando os pais, por um sentimento incondicional e afetivo, acreditam que seus filhos são perfeitos ou recusam-se em acreditar que estes têm algum tipo de problema.

Mas é na vida real que, ao se relacionar com a família ou grupos sociais, e também devido ao seu crescimento e consequentes alterações estéticas podem enfrentar alguns tipos de violência física ou psicológica, também conhecida como bullying.

O posicionamento errado dos ossos da maxila e mandíbula, seja em excesso, para frente, para trás ou formado em pequena quantidade, podem gerar o surgimento de comentários maldosos tais como Gaveta, Quilha, Queixudo, Cabeça de Pintinho e muitos outros apelidos à essas pessoas, podendo ser o seu filho.

Na formação óssea ideal os dentes superiores cobrem os inferiores, e estas discrepâncias são conhecidas como Deformidades Dentofaciais. Podem ter diferentes causas tais como hereditárias, traumáticas, ou até mesmo hábitos de chupar o dedo e problemas respiratórios na infância.

Uma forma fácil de avaliar é, com seu filho de lado ou em uma fotografia de perfil dele, trace uma reta (utilize uma régua) da testa (na base da sobrancelha) até a mandíbula (ponta do queixo). A maxila (base do nariz) não deverá estar muito distante em relação à linha.

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Outra forma também, porém agora com seu filho de frente ou em uma fotografia frontal dele, trace uma reta entre a linha dos olhos e o nariz até o queixo, para verificar a simetria facial. As assimetrias faciais mais comuns podem ocorrer devido ao crescimento ou falta de crescimento mandibular, e geralmente ocorre em um dos lados da face, deixando a face ligeiramente torta.

Neste teste podemos observar outras situações, tais como a face alongada (caracterizada pelo excesso vertical seja da maxila, da mandíbula ou de ambos) predominando um sorriso gengival aparente, ou face curta (ocorre devido à deficiência de crescimento vertical do maxilar, da mandíbula ou de ambos) predominando a falta de exposição dos dentes superiores, o que acaba em aparentar um envelhecimento precoce à face.

Importante lembrar que cada caso é um caso, apresentando inúmeras particularidades nesta avaliação, e somente um médico ou dentista poderá avaliar o paciente e fazer o diagnóstico correto.

O tipo de tratamento é dependente da idade em que se faz o diagnóstico, podendo ser desde tratamento ortodôntico ou ortopédico realizado por um dentista ortodontista e até cirurgia, chamada Cirurgia Ortognática, realizada por médico ou dentista cirurgião bucomaxilofacial e reposiciona a maxila e a mandíbula para buscar um equilíbrio e estabilidade do sistema mastigatório. Em geral, deve ser realizada na fase final do crescimento ósseo, sendo para as meninas por volta dos 16 anos e para os meninos 18 anos de idade.

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É uma cirurgia que é realizada em ambiente hospitalar, não deixa cicatriz na pele, pois é toda realizada por dentro da boca e, habitualmente, o paciente sai abrindo e fechando a boca normalmente, porém deve ter cuidados especiais e limitações no período de recuperação pós-operatório, que dura em média 15 dias.

Os benefícios são tanto a reabilitação funcional e estética quanto a inclusão social dos pacientes.

Portanto, observe seu filho. Após esta observação, se identificando um real incômodo, lhe dê muito amor e compreensão e verá um resultado extraordinário para a vida toda deste ser tão inseguro e frágil que depende exclusivamente de você. Lembre-se, pequenos detalhes na vida da criança a transforma por um todo e para toda a vida!

Publicada na Revista Opinião - Edição de Maio/2015

#deformidades #orofacial #dentofacial #ortognática

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